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Publicado em: 21/05/2021

E depois da vacina?

*Pedro Westphalen

Para fazer frente ao maior desafio sanitário vivido por gerações, a humanidade entrou em uma corrida histórica para a descoberta de uma vacina eficaz e segura contra a Covid-19. Em tempo recorde, cientistas de todo o mundo se uniram para encontrar uma dose de esperança para bilhões de pessoas ao redor do mundo. Foi preciso de tempo, investimento e esforço humano.

Essa mobilização, no entanto, não se restringe às salas de laboratórios. Trata-se de uma dedicação mais ampla, envolvendo a criação de uma cultura de conscientização sobre a imunização. No Congresso, essa tem sido uma de minhas principais bandeiras — que empunho não apenas como deputado, mas também médico. Fui relator da MP 1.026/2021, que desburocratiza a vinda de vacinas contra o coronavírus já utilizadas em outras nações. Uma medida que, na prática, ajudou a dar celeridade ao processo e a disponibilizar mais vacinas no Brasil.

Como consequência, mais pessoas são vacinadas em menos tempo. Em meio à pandemia e seus reflexos econômicos e sociais, essa é uma boa nova que tem sido comemorada. Afinal, as nações em ritmo acelerado de imunização já comprovam: o número de mortes e infectados pelo novo coronavírus estão despencando. A vida volta ao normal. E, no Brasil, se seguirmos os bons exemplos internacionais, esse será o nosso destino dentro de alguns meses.

Mas, e depois da vacina? E quando já tivermos superado o desafio da pandemia, a importância da imunização seguirá em voga? Espalhando fake news, muitos movimentos contrários têm desconstruído a autoridade médica e contribuído para a negação de evidências científicas. Por esse e outros motivos, temos registrado surtos de algumas doenças consideradas já controladas — a exemplo do sarampo, da caxumba e da coqueluche. Fato é que, pela primeira vez no século, o Brasil não atingiu a meta de nenhuma das principais vacinas de até um ano. E isso é gravíssimo.

Garantir a plena cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, é a base para um país mais saudável. Isso também depende, claro, do funcionamento estruturado e pleno dos nossos hospitais e demais estruturas, bem como da valorização dos profissionais de saúde, que são heróis em tempos tão difíceis. Porém, a população também tem um papel decisivo. Com o cartão de vacinação completo, blindamos nosso organismo contra uma série de doenças — e construímos um futuro coletivo de proteção e prevenção.

Pedro Westphalen é deputado federal  (PP-RS)

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