
Foi anunciado esta semana que comunidades quilombolas do Amapá receberão cursos de graduação, ofertados pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), motivo de contentamento da deputada federal progressista Leda Sadala (AP). A parlamentar foi responsável pela destinação, via emenda, de R$ 15 milhões para o projeto na área da educação que dará acesso a ribeirinhos ao ensino superior.
As aulas estão previstas para acontecer em polos universitários a serem abertos nas comunidades quilombolas do Matapi, Carmo do Maruanum, Igarapé do Lago, Mazagão Velho, Curiaú e Abacate da Pedreira.
Uma pesquisa do Google Earth Solidário e Usaid no Amapá constatou que apenas 3% da população quilombola tinha acesso a universidades em 2018, evidenciando a necessidade da criação de polos universitários dentro dos quilombos.
“Por meio da minha representatividade como ribeirinha no Congresso, gostaria de destacar o apoio do Governo Federal em importantes projetos que valorizam a comunidade, incluindo a abertura dos polos universitários em nosso Estado”, disse a progressista.
Leda lembrou que há também uma grande preocupação em outras frentes relacionadas a ribeirinhos, a exemplo de um grupo de trabalho interministerial voltado para vítimas escalpelamento.
Escalpelamento é o arrancamento brusco e acidental do escalpo (couro cabeludo). Esse grave acidente costuma ocorrer em embarcações de pequeno porte, durante a pesca artesanal ou o transporte para a escola. A incidência é maior sobre a população ribeirinha que depende daquele meio de locomoção para exercer praticamente todas as atividades cotidianas.
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