Convenção que oficializou candidatura à reeleição reuniu gente de todos os cantos do Estado
Por trás dos discursos das principais lideranças partidárias, das bandeiras e da movimentação de uma convenção que reuniu cerca de 10 mil pessoas em Campo Grande, estavam histórias, expectativas e percepções de moradores de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Representantes de pequenos municípios, trabalhadores, comerciantes e apoiadores da Capital acompanharam, na manhã deste sábado (1º), a oficialização da candidatura do governador Eduardo Riedel (PP) à reeleição.
A convenção confirmou uma coligação formada por nove partidos – PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, MDB, Republicanos, Avante e PSD – e definiu a chapa que disputará o Governo do Estado. Barbosinha, do Republicanos, concorrerá novamente ao cargo de vice-governador. Para as duas vagas no Senado, foram oficializadas as candidaturas do ex-governador Reinaldo Azambuja e do ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL.
Embora a dimensão política do encontro tenha sido marcada pela amplitude da aliança, entre os apoiadores o evento ganhou contornos mais cotidianos. As avaliações se concentraram na presença do governo nos municípios, nas obras de infraestrutura, nos investimentos em saúde e educação e, principalmente, na imagem de proximidade atribuída a Riedel.
Vice-prefeito de Santa Rita do Pardo, Cleudenide Ferreira de Freitas vê no tratamento dispensado às cidades de menor porte uma das características mais importantes da atual administração. Para ele, Riedel procura compreender as necessidades específicas de cada localidade antes de definir as ações do Estado.
“Riedel sempre pontua a questão do diálogo com as pessoas, de saber a necessidade de cada cidade. É um cara que olha para esse lado mais humano das cidades, das pessoas”, afirmou.
Santa Rita do Pardo tem uma estrutura e uma população menores que as dos principais centros urbanos de Mato Grosso do Sul. Cleudenide, porém, sustenta que essa diferença não teria reduzido o acesso do município ao Governo do Estado.
“Nosso município é pequeno, mas o Riedel não faz diferença entre os grandes e os pequenos. Sempre atende às nossas reivindicações e faz obras no Estado inteiro”, disse.
Na avaliação do vice-prefeito, o perfil municipalista atribuído ao governador não se restringe às intervenções de infraestrutura. Ele destacou também a atenção destinada às áreas sociais. “Além das obras, a grande preocupação dele são as pessoas, a saúde e a educação”, completou.
Participação política como caminho para compreender o Estado
Entre os participantes da Capital, a doutoranda GracieleSilva, moradora do Aero Rancho, chamou a atenção para um aspecto que ultrapassa a disputa eleitoral: a necessidade de aproximar a sociedade das decisões políticas.
Para ela, a participação em convenções, debates e outros espaços públicos permite que as pessoas compreendam melhor tanto as políticas já executadas quanto as propostas apresentadas para o futuro.
“As pessoas têm que participar do debate político, porque só assim a sociedade e a comunidade conseguem compreender as políticas que já foram efetivadas e as propostas que serão efetivadas”, afirmou.
Graciele considera que ainda existe uma distância significativa entre a população e a política, alimentada pela ideia de que determinados assuntos não devem ser discutidos no cotidiano. Na visão dela, esse afastamento dificulta a compreensão sobre o funcionamento do poder público e sobre os efeitos das decisões administrativas na vida das comunidades.
“Existe um preconceito, aquela ideia de que política não se discute. Mas, no meu ponto de vista, é muito importante que essa discussão ocorra. Devemos conhecer as políticas públicas que já foram implementadas e as que ainda serão”, defendeu.
Ao avaliar a gestão de Riedel, a doutoranda destacou o diálogo como instrumento para reduzir essa distância. Segundo ela, a aproximação entre quem formula uma política pública e quem será diretamente alcançado por ela favorece uma compreensão mais concreta dos resultados.
“Tem que estar próximo da sociedade, conviver, ter esse contato direto com as pessoas, para que as duas partes se entendam: a que vai efetivar a política e a que vai receber aquela proposta”, explicou.
Graciele também ressaltou a importância de conciliar investimentos físicos com ações voltadas diretamente à população. “É um governo que pensa além das obras, além da infraestrutura, pensa nas pessoas”, declarou.
Para ela, o desafio não está apenas em executar políticas públicas, mas em permitir que a sociedade identifique seus objetivos e resultados. Muitas vezes, observou, uma ação governamental é percebida apenas de maneira fragmentada, sem que o cidadão compreenda sua finalidade ou seu impacto coletivo.
“A sociedade tem que enxergar e ver o retorno que está tendo com as políticas públicas. Muitas vezes, não consegue compreender para que servem determinadas ações. Quando você consegue visualizar, isso se torna mais importante para a sociedade”, avaliou.
Transformações em Ribas do Rio Pardo
A presença do Governo do Estado nos municípios também foi destacada pelo radialista Pedro Claro, de Ribas do Rio Pardo. A cidade atravessa um período de crescimento acelerado associado à instalação da fábrica de celulose da Suzano, processo que ampliou a demanda por moradia, infraestrutura e serviços públicos.
Pedro associou o apoio à candidatura de Riedel à percepção de que o governo estadual participou da preparação do município para essa nova realidade.
“Com a chegada da Suzano e a ampliação que ele deu na cidade, com obras, casas e infraestrutura, a gente só tem que parabenizar”, afirmou.
Em tom enfático, o radialista disse que o governador “tem sido um pai” para Ribas do Rio Pardo. A expressão traduz uma percepção pessoal de acolhimento e presença administrativa em um município submetido, nos últimos anos, a profundas mudanças econômicas e urbanas.
Pedro também relacionou sua participação na convenção à defesa da democracia e à necessidade de escolher pessoas que, em sua avaliação, tenham responsabilidade na condução do Estado.
“No momento que nós estamos vivendo, temos que trabalhar com pessoas sérias, porque a democracia tem que existir. Nós estamos com pessoas que são da democracia e são democráticas”, declarou.
Para o radialista, a administração estadual segue uma direção que deve ser mantida. “Pelo que nós acompanhamos, ele está no caminho certo. Estamos no caminho certo porque estamos com ele”, disse.
Uma relação construída antes do governo
Para alguns participantes, a avaliação sobre o governador também passa por relações construídas muito antes de sua chegada ao comando do Estado. Assistente de Educação Infantil e moradora do bairro Rita Vieira, em Campo Grande, Zenir Nunes Ribeiro contou que conhece Eduardo Riedel e a primeira-dama, Mônica Riedel, há mais de duas décadas, desde o período em que viviam em Maracaju.
“Riedel e Mônica são pessoas muito queridas, muito humildes. Eu conheço eles há mais de 20 anos, lá de Maracaju”, relatou.
A lembrança pessoal apresentada por Zenir reforça uma das imagens mais mencionadas pelos apoiadores durante a convenção: a de um governador acessível, que conversa com as pessoas e preserva um comportamento simples mesmo depois de assumir o principal cargo político do Estado.
“Ele dialoga com as pessoas, é o jeito dele, muito simples. Eu acho que ele é muito humano, muito família. E tem feito muito pelo Estado”, afirmou.
Em um encontro dominado por articulações partidárias e pela montagem das chapas majoritárias e proporcionais, depoimentos como o de Zenir deslocaram a atenção dos acordos firmados entre dirigentes para a dimensão pessoal da candidatura. A proximidade, nesse caso, não foi apresentada como estratégia de campanha, mas como uma característica reconhecida desde antes da vida pública no Governo do Estado.
Presença nos municípios e nos distritos
Comerciante no bairro Nova Campo Grande, CirleyPereira também destacou a importância da participação popular no processo eleitoral. Para ela, apoiar uma candidatura significa mais do que comparecer às urnas: envolve acompanhar, estar presente e se envolver diretamente na campanha.
“Temos que participar, estar presentes, votar e fazer campanha. É muito importante”, afirmou.
Cirley disse observar no governador uma disposição para percorrer diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, independentemente do tamanho ou da localização das comunidades.
“Ele vai a todos os lugares, não importa onde. É município, é distrito, ele está indo”, declarou.
A comerciante não apresentou uma nova reivindicação ou uma mudança específica para um eventual segundo mandato. Sua expectativa é que Riedel mantenha a linha administrativa adotada até agora.
“Espero que ele continue fazendo o bom trabalho que tem feito. Não precisa mais nada, é só continuar fazendo o que está fazendo, que está maravilhoso”, disse.
Uma convenção vista a partir do cotidiano
De Santa Rita do Pardo a Ribas do Rio Pardo, passando pelo Aero Rancho, Rita Vieira e Nova Campo Grande, os participantes relacionaram a candidatura a experiências concretas ou a percepções construídas no cotidiano. Para uns, o apoio nasce das obras e da infraestrutura. Para outros, da atenção aos municípios pequenos, da capacidade de conversar ou da expectativa de que o cidadão possa compreender melhor as políticas públicas.
Ao oficializar a candidatura, a aliança de nove partidos demonstrou a força institucional que sustentará Riedel na campanha. Os apoiadores, por sua vez, apresentaram o componente humano que a coligação pretende levar às ruas: a ideia de que a continuidade do governo deve ser defendida não apenas pelas grandes articulações políticas, mas pelo impacto que suas ações produzem – ou são percebidas como capazes de produzir – na vida das pessoas.
Fotos e mídia:
https://drive.google.com/drive/folders/1_sVJtv-z4YORlwHCGD3uEQPArirjtKA9?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1IgdH34rjx28EDmv3yu7mugLeTyJ1NdER?usp=sharing
ASSINE NOSSA